quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Beleza Negra

Ah! Beleza negra,
Dentro de ti, aprimoro
E contigo namoro
Sem preconceitos.
Despido de ritos cristãos
Prepondero cada perdão
De cada pecado cometido
Mesmo sem ter tido
Pois quero apenas senti-lo
A vida incorpora sentido
Hei de segui-lo, 
Sem regra.

sábado, 10 de agosto de 2013

Agosto

Tu que me agracias
Diante de um mito
Recheado de ritos
Fazes a minha alegria
Neste amanhecer do dia
E me agradas com gosto!
Bem-vindo mês de Agosto!




Fado

Livrei-me do fardo dos vícios
Prendi-me ao do amor
Este será o meu fado
Como uma mágica de fada
Por onde estou sendo guiada
E um dia amada
Antes do fim dos meus ócios

Que me enterrarão com meus ossos

quarta-feira, 8 de maio de 2013

DEIXE-ME CUIDAR...


Deixe-me remar

no leme de sua proteção
pelas águas do mar
no abismo do seu coração

Deixe-me achar que cuidarei
dos seus ventos e do seu mar
para que eu possa lhe cativar
nas areias finas lhe buscarei


Deixe-me acreditar
que estarei a lhe esperar
na rede do meu imenso mar
para que possas me coroar





terça-feira, 7 de maio de 2013

Navio





Em um mar, longe da terra, um navio navega diante da tempestade embriagada pela ressaca da mudança climática. Só os ventos escutam os gritos de desespero dos cem tripulantes:

- As boias!! Peguem-nas!!! Força!!


- Marujo!! As velas!!! Ergam-nas!!!

E o velho vendo aquele agito das pessoas a bordo, em sua insanidade senil, recita as palavras ao vento com os braços abertos:

- Aprendam a nadar!!! Não sabem?! Ora, bolas!

Interrompido pela tosse, volta a esbravejar contra os quatro-ventos das sombras da tripulação:

- Então, onde estão as boias? Salva-vidas!?!  No mar salgado e infinito, onde estão os salva-vidas?!? No mar insípido, onde estão os botes do navio?!? Quem se salvará?

Ninguém o ouve, ocupados com o destino do navio, mas ele continua e pronuncia uma profecia:

- Os instintos primitivos sobreporão à ética!!

Perplexo contra seu próprio reflexo esculpido na água do mar, o velho diz calmamente:
- Que ética? Essa fugiu com o espírito moral e deixaram-nos desafortunados...

O velho molhado pela água do mar misturada com a da chuva, grita:
- Desavisados, correram para ser avisados e não pularam! Todavia, inauguram a sua fase na idolatria. Quem poderá nos salvar?

Não os dão ouvido e persistem os guerreiros tripulantes sãos no navio ao léu... Ah! Que destino cruel!

E o mais velho pensa e imaginando ser ouvido por todos, questiona abertamente, franzindo a testa:
- Por hora, não nos dizem que somos livres? Assim, falam os avessos ao Mito da Caverna... "Libertas quae sera tamen"

E o navio, após a tempestade, segue a sua jornada com os tripulantes e o velho louco...

sexta-feira, 3 de maio de 2013

DESTINO

Destino que nos desnuda
Retira- nos a esperança
Faz a vida com dança
E música muda...

ANDANÇAS





Tempo de Mudanças!
Sem que haja danças?

Tempo de Mudanças!
Sem que haja esperanças?

Tempo de Mudanças!
Sem que haja mudas?

Mudas, mudanças. ..
Mudos, sem mudanças. ..